Prato partido

Hoje ligou-me uma amiga a contar que tinha acabado com o namorado.

Estava um misto de triste com furiosa.

(cada 3 palavras 4 eram asneiras a referir-se ao rapaz)

A meio da conversa tentei fazer aquilo que normalmente não faço, ou seja, ser politicamente correcta e ao invés de lhe dizer aquilo que me ia na alma:

“Atropela-o e passa-lhe com o carro 3 vezes por cima até ele ficar irreconhecível ou rega-o com gasolina e acende uma daquelas velas tipo fogo de artifício que usa nos aniversários, oferece-lhe o melhor bolo de chocolate do mundo mas feito com 605 forte… aiiiii havia tantas ideias…”

Voltando…

Então tentei eu ser correcta e disse:

“Mas olha que o rapaz até pediu desculpa… tem calma…”

E ela fez silêncio.

Continuo em silêncio…

E eu: Estou??

Ela: Olha imagina que eu sou um prato…

Eu: Sim… daqueles da vista alegre claro (neste momento comecei a dar graxa porque percebi pelo tom e volume da voz que estava f…lixada)

Ela: Ele agarrou nesse prato e mandou-o para o chão. Partiu-o em pedaços…

Eu: É porque és um prato fino cheio de classe, se fosses grosseira e de plástico tinhas-te aguentado à queda (eu a tentar levar isto para a brincadeira, mas sem sucesso nenhum diga-se de passagem)

Ela: E agora depois de partido as desculpas servem para quê??

E agora quem fez silêncio fui eu…

Pensei assim: “Ou como já ou mando embrulhar para comer depois…”

Cobertaaaaa de razão!

Aliás como na maioria das vezes na vida de uma mulher…

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