É como o Tinder mas na televisão

Passamos a vida a dizer que a televisão está ultrapassada e obsoleta, mas a verdade é que de repente, há uma série de programas com conceitos mais arrojados (muito discutível) a aparecer na televisão.

Quando apareceu o Casados à Primeira Vista, houve uma estranheza no formato. Chamado de experiência social por uns e de um fenómeno completamente estúpido por outros.

Mas o facto é que mexeu com as pessoas. Mesmo aquelas que não admitem.

Eu sou uma fã de programas deste género, de reality shows e afins, mas sei que há um enorme preconceito (hipocrisia) sobre eles.

Ninguém vê, mas toda a gente se lembra do Zé Maria e suas galinhas ou da Fanny a gritar pelo seu (ou quase seu) João.

Enfim, eu gosto e confesso até, um certo fascínio no que toca em tudo o que mexe com o comportamento humano e social.

Mas depois dos Casados à Primeira Vista, aparece um carro do amor, um first dates, um agricultor e seus amores (este ainda não decorei o nome) e de repente a televisão parece o tinder mas com uma exposição gigante.

Como não consigo ver em tempo real, sempre que tenho um tempinho dou um pulo à box para ver uns quantos episódios seguidos e surgem me algumas dúvidas…

Será que aqueles matchs são mesmo estudados pelos especialistas ou é feito para dar canal?

Convínhamos que há algumas pessoas que nem para viver no mesmo concelho dava, quanto mais para desfrutar de uma refeição no restaurante da Fátima Lopes.

Valha-nos o barman (Ruben Rua) que ainda tenta alegrar os ânimos, quando não baixa nele o espírito de um azeitola.

Outra dúvida que me persegue é, se as pessoas vão mesmo para lá para encontrar o amor ou para serem famosas lá na rua delas?

Muitas dizem que: “Vim para uma amizade o resto logo se vê!”

Amizade? Será mesmo? E levam aqueles vestidos?

(Nego-me a falar das fatiotas da Fátima Lopes… nego-me!!)

Então, posto isto, estas experiências inquietam-me porque a taxa de sucesso é francamente baixa…

Há pessoas que vão claramente para ter os seus 17 segundos de uma fama discutível, mas há outros que eu acredito irem genuinamente pelo amor.

Ninguém me convence do contrário… eu aqui sou como a Diana Chaves e o seu carro do amor.

Acredito que há quem vá há procura do grande amor da sua vida.

E até (em franca minoria) já há quem tenha feito um bonito match…

Como os tempos mudaram… e ainda bem… talvez!

 

Créditos da fotografia: Tyler Nix

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Maria Amélia ícone
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