Bandeira erguida ou preconceito?

Andamos numa época onde muito se fala da diversidade.

Do diferente.

Do que não é comum ou normal.

Andamos numa fase onde acreditamos que caminhamos na rota da aceitação.

Já eu continuo sem perceber bem o que é isto de aceitar…

O aceitar, por si só, significa que podemos estar a colocar alguém na mó de cima.

Alguém que pode escolher aceitar algo ou o outro.

Ou que pode escolher não aceitar.

E isso não me parece que seja bom.

Fui ao dicionário ver o significado de aceitar.

 

Receber o que é oferecido.

Estar conforme com.

Admitir.

Receber com agrado.

Obrigar-se a pagar (uma letra).

 

E por isso reitero que não gosto da palavra aceitar pelos seus dúbios significados.

Ninguém tem que admitir ninguém.

Aceitar é receber (e receber com agrado!), não é conceder.

Todos temos uma pegada, todos somos alguém, todos somos tudo e nada…

Somos iguais e, por isso, não temos sequer o direito de questionar se queremos ou não admitir o outro.

E é por isso que essa bandeira tantas vezes erguida da aceitação me deixa inquieta.

Por vezes penso que, quanto mais erguemos a bandeira, mais alimentamos o preconceito.

Mais força damos às tribos que, por algum motivo, acham que têm que dar aprovação, que tem que aceitar.

 

Créditos da fotografia: Heather Mount

2 Replies to “Bandeira erguida ou preconceito?”

  1. Acho que, mais do que aceitação, o mundo anda precisando de empatia, uma capacidade de se colocar no lugar da outra pessoa. O que você acha?

    Um beijo!

    1. Acho exactamente isso! Ninguém tem que aceitar, temos sim que respeitar todas as pessoas e amar o próximo. Sem “se” nem “mas”.
      😘

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