13 o número maravilha

13 de Maio um dia em cheio.

Nunca tive fetiche com o número 13, o meu “lucky number” desde sempre que é o 7.

Não tinha medo das sextas-feiras 13, nem sentia que seria um dia de sorte, na verdade, era-me indiferente.

Mas este 13 de Maio foi verdadeiramente especial.

Foi especial para Portugal, foi muito especial para mim.

O Papa Francisco veio abençoar o nosso País.

Esse Homem que me deixa sem vocabulário para o descrever, esse Peregrino na Paz e na Esperança, esse Homem bom que não tem medo de desafiar os monstros maiores.

O Papa Francisco consegue aquilo que à primeira vista é muito difícil, consegue a unanimidade entre pessoas, consegue mãos dadas entre todos, sem olhar a cores, raças, credos, religiões, ódios.

Consegue trazer uma luz de esperança como nunca na vida tinha visto ou sentido algo igual.

Obrigada Papa Francisco, muito obrigada.

Depois deste boom de emoção, tivemos outro arrepio forte.

O Salvador. O nosso Salvador. (aqui)

Ele conseguiu, eles conseguiram e nós todos festejámos.

Estava a ver o festival, um tanto ou quanto nervosa e ansiosa. Decidi relativizar o momento e ver todas as outras actuações na “desportiva”.

Quando começaram as votações, e os “12 points” a entrarem por Portugal dentro com alguma certeza, sentei-me no sofá com as pernas meio que bambas e comecei a pensar para mim:

“Será mesmo que isto pode acontecer? 12 points Portugal…”

E a cegada continuou… e Portugal levava um avanço grande.

Depois entrou naquela disputa entre os Países do Top 3.

Acaba a votação dos Países e Portugal vai à frente e o meu coração começou a ficar com nervoso miudinho… faltava o televoto.

E pumba… ganhámos!!! Como assim?!?!?

GANHÁMOS!!! Fiquei tão feliz, mas tão feliz.

E fiquei feliz por várias coisas.

Fiquei feliz porque acho a música linda, a letra é qualquer coisa de extraordinariamente simples e ao mesmo tempo transborda amor. A interpretação do Salvador é aquilo que já sabemos. Genuína e verdadeira. O arranjo soberbo… Enfim, adoro a música.

Depois fiquei feliz porque gosto muito da postura do Salvador. Gosto de pessoas com aquele “je ne sais quois” de loucura educada, genuína e espontânea, que não se vendem a rótulos, protocolos e deslumbramentos imediatos.

Eu não acredito em momento algum que ele seja fruto de um produto de marketing (como já li algumas vezes), acho que ele é genuinamente assim. Acho ainda que se ele tivesse ficado em último lugar, iria ser achincalhado por “todos nós” e que provavelmente o Facebook iria ser inundado de pessoas a dizer que ele é louco, faz gestos estranhos, tem um penteado despenteado, usa roupas que não são fashion, que é irreverente e diz disparates provocatórios para chamar à atenção e umas tantas outras coisas (que cheguei a ler aquando a primeira actuação dele no Festival da Canção). Felizmente ganhámos e ele foi recebido em ombros quase como um herói. Para mim, mais que merecido!

Fiquei também muito feliz porque esta música é diferente. Ganhar com esta música é um sinal. Tal como o Salvador diz, isto pode bem ser um sinal de mudança e que a música com sentimento passe a ter mais valor.

Eu confesso que quando estou no estrangeiro e só reconhecem o meu País pelo futebol (sem desprimor para o futebol) fico aterrada e acredito que a partir de agora as coisas sejam ligeiramente diferentes. Acredito mesmo.

Portugal ser reconhecido internacionalmente pela Arte de uma música tão bonita, enche-me o coração.

Portugal não é só futebol, nem fado, nem um país pequeno com pessoas pequenas que acreditam pequeno. NÃO!

Nós quando somos grandes, somos os maiores!

Nós não ganhámos apenas o Festival da Eurovisão!

Ganhámos com uma margem brutal!

A Luísa Sobral ganhou o prémio de melhor compositora.

O Salvador de melhor artista.

Para o ano o festival será cá.

A língua portuguesa está a ser ouvida e descarregada por esse mundo fora.

O “Amar pelos Dois” já foi traduzida em dezenas e dezenas de línguas.

Ganhou aquilo que tão bem representa Portugal: o Amor e a Simplicidade.

E eu não podia estar mais feliz por isso e mais grata aos manos Sobral!

Viva à música feita com amor!

E este dia 13 foi ainda mais especial para mim por outro motivo, que partilharei mais tarde, porque já escrevi muito hoje! J

Sei que, nunca vou esquecer este dia 13 de Maio.

Imensamente grata por este dia.

 

Créditos da fotografia: Maria Amélia®

 

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2 Comment

  1. Inês Fonseca says: Responder

    ❤️

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